20
jan
11

Então, a Campus Party Brasil 2011 continua…

Acredito que da mesma forma que devemos reclamar e exigir os nossos direitos, quando alguma providência é tomada nesse sentido, ela deve ser reconhecida.

Ontem, após uma noite muito mal dormida, tentei demonstrar o que eu estava vendo acontecer aqui na #cpbr4: bagunça, barulho e desrespeito. Entretanto, depois eu tive a oportunidade de conversar com a Cristina, da organização do evento, que me ouviu, explicou quais as condições em que os eventos estavam acontecendo e se comprometeu em verificar o que poderia ser feito para evitar que o problema se repetisse.
Durante a noite de ontem aconteceram alguns eventos em alguns dos palcos próximos do acampamento, porém o som foi controlado (ainda tivemos de solicitar algumas vezes para que o volume fosse diminuído), o que tornou o descanso mais possível.

Ainda não foi um descanso pleno, uma vez que os elementos da espécie dos virgens selvagens estão no cio, e fazendo o canto de acasalamento (mais desagradável do que o das arapongas) a cada momento. Estou torcendo pela extinção desta espécie o quanto antes!! Acredito que o IBAMA não se importaria com isso!

E a Campus Party Brasil 2011 continua, melhor do que anteontem, mas as chances do meu retorno em 2012 ainda são pequenas…

19
jan
11

Então, Campus Party Brasil 2011…

Um ano se passou…
A idéia de encontrar vários amigos e ídolos virtuais me levou a construir toda coragem necessária para enfrentar uma viagem sozinho, sem conhecer ninguém e cheia de expectativas do que eu iria encontrar,  que foi compensada dentro da Campus Party 2010, um evento memorável.

Infelizmente, não há nada que não tenha pontos negativos. A barraca era pequena, o serviço de catering com cardápio praticamente fixo e deixando a desejar na variedade e atendimento, e, principalmente, a falta de controle da organização sobre o atendimento às suas regras de conduta foram experiências negativas, mas que não comprometeram a minha decisão de voltar agora, em janeiro de 2011.

Rever os amigos, poder desfrutar de uma internet veloz, a possibilidade de ser apresentado às novas iniciativas que estão surgindo na internet, foram pensamentos que me direcionaram pelos meses que antecederam este janeiro de 2011.
Além disso tudo, esperava que a organização do evento fosse tomar providências para melhorar os problemas estruturais e, acima de tudo, reparar os equívocos no controle dos campuseiros, como a utilização de megafones, gritaria, e o pior, o uso de equipamento de som do PRÓPRIO EVENTO para a realização de festas durante a madrugada em áreas adjacentes ao espaço reservado para o acampamento.

O reencontro com os amigos foi tudo que eu poderia esperar e muito mais, já fez valer a minha viagem! Infelizmente, nem tudo são flores!

#clawhatever (parte) na fila da #CPBR4 - Crédito [http://aninharecalde.tumblr.com/]

A estrutura da Campus Party 2011 superou bem a que existia ano passado, mas infelizmente, a organização não sanou os problemas já existentes no ano passado, que se agravaram, e muito, com o aumento do evento.

Filas gigantescas e demoradas na hora do credenciamento, para pegar barracas, nas refeições, para beber água, entre outras, fizeram a festa ser conhecida como Campus Fila! Durante o dia, painéis nas mais diversas áreas estão acontecendo com grande interferência de som entre eles, chegando ao ponto de incomodar alguns palestrantes. Durante a noite, o descanso fica comprometido pela toada de sons aleatórios capitaneados pelo já conhecido “Oooooooooooooooh!”, que se repete em intervalos ao longo de todo o dia, isso sem contar que, mais uma vez, estão acontencendo palestras e “raves” utilizando o espaço e equipamento destinados à paineis, ou seja, a estrutura da própria Campus Party.

Essas ocorrências têm transformado a experiência da Campus, fazendo eu e algumas outras pessoas com quem conversei questionarem a presença aqui e até a possibilidade de um retorno ano que vem!
Fica a esperança de que essa manifestação, somada às demais que estão acontecendo, possa sensibilizar a organização da Campus Party Brasil e também os seus participantes, de forma a fazer deste evento um #TOTALEPICWIN!!!

18
ago
10

Esses dias

Esses dias encontrei um velho caderno, jogado num canto.
Em suas páginas eu encontrei idéias perdidas.
Idéias de tempos menos complicados, em que eu não era eu.
Apenas o moleque que um dia queria ser eu.

Pobre garoto. Tanta coisa pra se tornar, acabou escolhendo a mim.
Tantos futuros mais brilhantes poderia ter tido, mas acabou enfurnado nessa carcaça.
Tamanhas possibilidades, tamanho desperdício.

Acabou um candidato a velho.
Sentado, mirando telas que mostram o que poderia ter sido.
Vivendo histórias que não são suas. Chorando amores que não viveu.

Amigos: poucos, distantes.
Sonhos: muitos, guardados.
Esperança: dilacerada, anêmica, vertendo sangue.

Lembrando do menino, penso como ele poderia ser e não foi.
Vejo que oportunidades apareceram.
Escaparam pois  não foram vistas ou foram espantadas pela covardia.

Ao ler as páginas daquele caderno, lembrei que um dia estive vivo.
Percebi que um dia eu poderia ter sido o que não sou.
Tive a oportunidade de pegar esse caderno e me orgulhar de uma história que não chegou a acontecer.

16
ago
10

Sonhos de pedra

Olho para cada uma de minhas companheiras e nelas identifico minha história.
Cada qual mantém sua posição, estática, imóvel, construindo minha vida em seus detalhes.
Algumas me mostram o efeito dos dias de sol, muitos me iluminando de sorrisos, outros queimando-me com rancor.
Outras apresentam as gotas de chuva, sob as quais dancei e cantei, e também por quais quase me afoguei.
Vejo formas retas, caminhos formados pelos seus encontros e desencontros.
Vejo a rigidez de um passado construido pelo medo e pelo desejo de não falhar.
Enxergo a aridez de um presente solitário, isolado por cada uma de minhas companheiras a me cercar.

Cada pedra que constitui minha muralha me separa do que eu poderia ter sido.
Uma por uma, todas foram colocadas em sua posição por minhas mãos.
Algumas ainda apresentam o sangue das mãos que as empilhou.
Tantas, que quase não há visão do que é mundo.

O mundo me é desconhecido, e este desconhece o que grita dentro das muralhas.
A dor da solidão é abafada pela covardia e pelo medo.
Medo de enfrentar o mundo e descobrir que ele não tem lugar para você.
Pavor de oferecer seu coração e vê-lo ser rejeitado, pisado ou simplesmente ignorado.

Como prisioneiro de mim mesmo, minha pele arde ansiando a mão daquele que irá me libertar.
Esperando o toque que irá reviver a alma adormecida, desencantada.
Sonhando com os lábios que irão fazer mais do que beijar os meus, mas que irão dizer que me amam.

Preciso de um evento cataclísmico, de um romper de continentes, de alguma força extrema que me lance para um mundo que me faz temê-lo.
Quero queimar a capa externa que me esconde e restringe o meu respirar.
Quero ficar em carne viva e ver nascer uma nova pele, que mesmo coberta por cicatrizes, será aquela de um homem feliz.

Preciso sonhar, sonhar com toda força.
Sonhos empilhando sobre sonhos.
Usá-los como escada para subir ao topo da muralha e enxergar você, que me procura sem saber quem sou.
Mostrar-lhe meu rosto, dar a você o motivo para me resgatar de minha torre inóspita, intranponível, impenetrável.

Parafraseando o cinema, preciso dizer que te amo,  porque você poderia amar a qualquer um, mas escolherá amar a mim, e somente a mim.

26
fev
10

Obscurescência da alma

Por onde andei?
Quantas noites fiquei imerso em trevas?
Memórias dos pesadelos de solidão me vêm à mente.

O coração encolhido num canto perdido da alma.
Entoando cânticos e súplicas por salvação.
Assustado com a imensidão do tormento de uma alma acovardada.

A amargura dos terríveis pesadelos traziam um gosto de fel à boca.
Faziam vomitar palavras de ódio e rancor.
O som ensurdecedor dos rangeres dos meus dentes, trincando de raiva.
A visão vermelha pelo sangue a escorrer por meus olhos.

Agora retorno ao mundo dos vivos.
O corpo ainda treme assustado pelas noites mal dormidas.
A força se refaz, no som de vozes conhecidas ao longe.
O som daqueles que trazem o sorriso aos lábios, o rubor à face.
O coração se expande, ganhando forças à medida que avista rostos amigos.

11
fev
10

Criminoso convicto

Dor cruel que castiga meu peito sendento de ti
Força tua potência pujante em meu cerne
Cresce em tamanho até tomar conta de mim

Nasceste de um desejo, de uma oração
Do solo, duro como pedra e árido como deserto, brotaste
Em meio ao adverso ambiente floresceste varão

O deleite ao descobrir-te tornou-se espinho
Pois, fruto do desejo e oração, também és a penitencia
Tal como o dia e a noite se perseguem mas não se encontram
Posso ver-te, adorar-te, porém sem nunca revelar-me a ti

Meus versos surgirão para ti dentre as sombras
Meus cânticos chegarão aos teus ouvidos nos ventos
Sentirás meu toque, mas não saberás quem verdadeiramente sou
Terás meu abraço, mas não conhecerás a fornalha em meu peito
Brindaremos e beberemos, mas não ouvirás meus brados mudos de amor por tí

Mesmo assim, torturado por ver-te e tocar-te sem poderes sentir
Sigo o mais feliz dos homens, pois posso amar-te
Posso direcionar a ti todo meu amor, sem ao mesmo tempo ferir-te
Não sentirás o fel do mundo a amargar a tua boca
Não saberás das farpas que os olhos atiram
Viverás sob meu manto protetor, posto a separar-nos.

Seja eternamente o fruto que nutre o coração a bater por ti
Cada pulsar é a dor que trás o sorriso à minha face
És o ardor lancinante do oxigênio em meus pulmões
O fogo que queima a pele que insiste em te tocar

… que eu seja penalizado eternamente pelo crime de te amar!

01
fev
10

centoequarentacaracteresnãobastam

Num passado tão perto[crédito:  http://justingunter.files.wordpress.com/2008/08/kids-kiss.jpg]
Tua essência era de letras e luzes
Bastou um encontro de olhares
Teu toque e tuas carícias, meus algozes

Num instante me rendi
Me entreguei, refém do teu ser
No teu sorriso me perdi
Procurando assim permanecer

Horas se passam, dias se fecham
O mundo corre em rítmo insano
Tornando-se paisagem, apenas do fundo, o pano

Caí vítima do teu feitiço
Seta certeira no coração
Queimando como lava de vulcão

Noite chega, teu rosto se torna sonho
Tua voz, música na memória
Tortura onírica, faz do mundo, deserto
Onde perambulo a tua procura, minha magia!

*texto escrito inspirado pelo lindo casalzinnho #CPartyBR 2010 @BarbsM e @stephanmartins. Meus votos de que seja eterno enquanto dure!

03
nov
09

O Soberano

Senta em teu trono
Contempla explendor de teu reino
Sabe que sob tua sombra tu és glorificado
Entende que a tua mão protege
Aceita que teu destino é velar

Todo clamor deverás atender
Mas sabio deves conceder o necessário
Negar desejos vãos, levianos
Conceder justiça e misericórdia

Ó Rei, Ó Soberano.
Canticos e brados às tuas vitórias
Entende que tua existência inspira
Teu olhar ilumina

Sabe que tudo um dia se acaba
Não há dia sem noite
Mas aquele que marca a alma vive para sempre
Renascendo na lembrança de cada um daqueles a quem tocou
Sorrindo nos lábios daqueles a quem fez feliz
Brilhando nas lágrimas daqueles a quem inspirou

02
nov
09

Nada como o realmente é![?]

Quando o dia começa
O sol está no alto do céu
O ar em meus pulmões
A terra sob meus pés

A luz ilumina a vida das pessoas
O ar trás o perfume das flores
A terra, a fortaleza!

Apesar de todos os fatos
Eu não sou o sol
Eu não sou o ar
Eu não sou a terra

Não ilumino a vida.
Sou a sombra que espreita a felicidade alheia.
Não sou o ar.
Sufoco, asficcio, queimo todo oxigênio.
Não sou a terra.
Soterro de ressentimento e ódio o mundo ao meu redor.

Que o mundo se acabe.
Que o inferno tome cada alma para sí.
Que o caos e a existencia se rendam para o vazio.

Só quero que tudo se acabe.
Só quero que a dor se acabe.
Só quero que o vazio que existe dentro de mim acabe de uma vez, junto com a minha existência inútil nesse mundo infernal!

P.S.: Aviso que isso não é um bilhete suicida.
Ainda!

13
set
09

Resultado do trabalho até agora!!!

Skelleton_002




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